Pesquisa revela novas evidências sobre a interação entre jovens estudantes e o sistema de justiça brasileiro durante debates em unidades de ensino. Mais de cem alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Professora Brasilina Ferraz Mantero, localizada no Jardim Leblon, em Campo Grande, participaram de um encontro educativo nesta quarta-feira (4).
A atividade integrou o projeto Magistratura Vai à Escola, iniciativa promovida pela Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul, conforme informou o veículo A Crítica de Campo Grande.
Durante a ação pedagógica, a juíza Luciane Buriasco Isquerdo, diretora de Administração da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso do Sul, dialogou diretamente com os adolescentes. Os estudantes questionaram a magistrada sobre os procedimentos necessários para acionar a Justiça quando um paciente enfrenta risco iminente de morte enquanto aguarda por atendimento médico na rede pública.
Orientações sobre saúde e plantão judicial
Em resposta aos questionamentos sobre o direito à saúde pública, a magistrada explicou o funcionamento do sistema de atendimento urgente do Poder Judiciário. Segundo dados divulgados por A Crítica de Campo Grande, a Justiça mantém plantões permanentes para avaliar demandas críticas, mesmo fora do expediente forense tradicional.
A juíza orientou que, diante de situações em que o tratamento médico não ocorre no tempo necessário e há risco de vida, as famílias devem buscar o suporte da Defensoria Pública. O órgão é responsável por analisar a gravidade do quadro clínico e ingressar com pedidos formais de tutela de urgência perante os tribunais.
O debate científico e social em torno do acesso à saúde evidencia a importância da orientação jurídica precoce para a prevenção de agravos clínicos. A atuação conjunta entre Defensoria e Judiciário busca assegurar que pacientes em estado grave recebam os procedimentos médicos adequados previstos na legislação sanitária vigente.
O papel da magistratura e equidade de gênero
Além das dúvidas sobre o Sistema Único de Saúde, os alunos demonstraram interesse em compreender os requisitos fundamentais para o exercício da profissão jurídica. A magistrada pontuou que um bom juiz precisa demonstrar empatia genuína frente aos problemas alheios e disposição para pacificar conflitos que impactam diretamente a sociedade.
A profissional também abordou a evolução histórica da magistratura no país, destacando marcos importantes para a igualdade de gênero nas carreiras jurídicas. Conforme registros históricos apresentados no encontro, a primeira mulher a ingressar na magistratura brasileira foi Auri Moura Costa, em 1939, atuando como juíza no estado do Ceará.
O resgate dessa trajetória serviu de estímulo para as estudantes presentes, com ênfase na necessidade de ampliar a representatividade feminina nos tribunais. A iniciativa reforça o compromisso institucional de aproximar o Poder Judiciário da comunidade escolar, promovendo a educação cidadã e o entendimento sobre os direitos fundamentais garantidos pela Constituição.
Por Maya Santos, direto da redação



