Pesquisa revela novas evidências sobre o avanço de infecções graves no interior de Mato Grosso do Sul, onde Três Lagoas contabilizou 11 mortes por síndrome respiratória aguda grave entre os meses de janeiro e outubro deste ano.

Os dados oficiais constam no boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, que aponta ainda um total de 273 hospitalizações decorrentes da doença no mesmo período de análise.

Do quantitativo total de pacientes internados, o levantamento oficial indica que 242 pessoas receberam alta médica após o tratamento e a recuperação clínica. Outros 11 casos permanecem sob investigação laboratorial e epidemiológica, enquanto o restante das notificações aguarda a conclusão dos exames complementares pela rede de saúde.

Perfil etário das internações

O monitoramento executado pela Vigilância Epidemiológica demonstra que a faixa etária de 1 a 4 anos concentra o maior volume de registros hospitalares, somando 95 ocorrências no período. Na faixa de 5 a 9 anos, o boletim contabilizou 56 casos da síndrome respiratória, evidenciando a vulnerabilidade do público infantil às infecções virais e bacterianas.

A incidência da doença também atinge outras faixas etárias de forma expressiva no município sul-matogrossense. Foram identificados 21 casos em indivíduos com idade entre 10 e 19 anos, além de 18 ocorrências na faixa de 20 a 39 anos e 28 registros em moradores com idade entre 40 e 59 anos.

Concentração de óbitos

Apesar da alta incidência de hospitalizações entre as crianças, a mortalidade por síndrome respiratória aguda grave afeta predominantemente a população idosa. Das 11 mortes confirmadas pela Secretaria Municipal de Saúde, dez foram registradas entre pacientes idosos, reforçando o rigor técnico necessário no manejo clínico desses grupos vulneráveis.

O boletim também detalha 35 casos em pessoas com 60 anos ou mais e 18 ocorrências em indivíduos com 80 anos ou mais, conforme a tabulação oficial. Entre os bebês menores de 1 ano, a vigilância sanitária contabilizou duas hospitalizações desde o início do ano.

Orientações e prevenção

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Adriana Spazzapan, destaca que muitos idosos permanecem isolados no ambiente doméstico. Contudo, as visitas frequentes de familiares, netos e cuidadores podem introduzir patógenos respiratórios na residência, mesmo quando o quadro infeccioso se apresenta de forma branda nos visitantes.

A especialista enfatiza que a prevenção exige cuidados rigorosos com a higiene das mãos e a ventilação adequada dos ambientes residenciais. A atualização do calendário de vacinação contra os vírus respiratórios prevalentes permanece como a principal estratégia médica para mitigar o risco de formas graves da doença.

Paralelamente ao cenário epidemiológico na região leste do estado, a rede de saúde em Dourados monitora o avanço de notificações de outra enfermidade infecciosa.

O boletim da semana 43 da Secretaria Municipal de Saúde de Dourados registrou 493 casos suspeitos de Chikungunya, acendendo o sinal de alerta para a proliferação do vetor Aedes aegypti e a necessidade de eliminação de criadouros de mosquitos.

As autoridades sanitárias locais mantêm o monitoramento contínuo dos indicadores epidemiológicos para ajustar as estratégias de assistência médica e imunização. As equipes de saúde reforçam que a busca imediata por atendimento médico ao apresentar sintomas respiratórios persistentes é fundamental para evitar complicações sistêmicas e reduzir a mortalidade.

Por Maya Santos, direto da redação