Pesquisa e dados oficiais revelam novas evidências sobre o acidente fluvial registrado na manhã de sábado, quando uma barcaça de minério de ferro afundou durante uma operação de carregamento. O incidente ocorreu no Porto Gregório Curvo, situado no distrito de Porto Esperança, a aproximadamente noventa quilômetros do município de Corumbá.

Investigação da Marinha

Segundo informações divulgadas pela Marinha do Brasil por meio da Capitania Fluvial do Pantanal, um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação foi instaurado. O procedimento tem como objetivo principal apurar as causas do afundamento e identificar eventuais responsabilidades pelo ocorrido.

A autoridade marítima informou que o trabalho investigativo envolverá a análise de documentos técnicos, coleta de depoimentos e verificação de outros elementos probatórios. A corporação destacou que, até o momento atual, ainda não existem conclusões definitivas sobre o que provocou o naufrágio parcial da estrutura naval.

Dinâmica do Acidente

Imagens capturadas no local do evento documentam a inclinação progressiva da embarcação até que ficasse parcialmente submersa nas águas do Rio Paraguai. Os registros visuais demonstram que o acidente aconteceu enquanto a barcaça estava atracada ao lado da estrutura fixa de carregamento mineral.

Dois trabalhadores que realizavam atividades a bordo precisaram saltar nas águas do rio para escapar de ferimentos durante o naufrágio. Dados preliminares confirmam que, apesar do risco evidente e do susto, nenhum funcionário sofreu lesões físicas no episódio.

Posicionamento da Empresa

Em nota oficial enviada à imprensa, a mineradora LHG Mining esclareceu que a embarcação afundada pertence a um armador parceiro. A companhia declarou que está prestando total colaboração aos órgãos competentes para elucidar os fatos e adotar as providências necessárias.

A empresa utiliza o terminal portuário e a Hidrovia do Rio Paraguai para o escoamento logístico da produção mineral na região de Corumbá. Registros anteriores indicam que outro incidente com embarcações vinculadas à operadora ocorreu em agosto, quando barcaças colidiram com as proteções da ponte da BR-262.

Segurança e Meio Ambiente

A Capitania Fluvial do Pantanal segue monitorando a área afetada para avaliar riscos à segurança da navegação comercial e fluvial. Os agentes também verificam a necessidade de ações preventivas para mitigar possíveis impactos ambientais decorrentes da submersão.

Até o momento, órgãos oficiais não divulgaram estimativas precisas sobre o volume de minério que estava sendo carregado na barcaça. Novas informações técnicas devem ser incorporadas ao inquérito marítimo nos próximos dias.

Por Maya Santos, direto da redação