O mandado foi cumprido menos de 24 horas após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul acatar o recurso interposto pelo Ministério Público Estadual. A decisão reverteu a liberdade provisória concedida anteriormente ao investigado, que respondia ao processo sob monitoramento eletrônico desde agosto de 2026.
A dinâmica do crime
De acordo com os registros policiais, o caso aconteceu quando o casal retornava de um evento na cidade de Dourados. Durante o trajeto de volta, uma discussão iniciou-se no interior do veículo, momento em que o condutor passou a agredir fisicamente a companheira.
Ao transitar por uma ponte sobre o Rio Dourados, o motorista direcionou intencionalmente o automóvel modelo Renault Clio para dentro da água. O impacto da queda marcou o início de uma sequência de violência extrema contra a vítima.
Sobrevivência e fuga
Conforme as informações reunidas pela Polícia Civil, o suspeito manteve as agressões mesmo com o carro submerso e tentou afogar a mulher no interior do veículo. Diante da iminência da morte, a vítima adotou a estratégia de fingir estar sem vida para interromper a violência do agressor.
Após o homem cessar o ataque momentaneamente, a mulher conseguiu nadar até a margem do rio e buscar socorro. O relato colhido na fase de inquérito fundamentou os pedidos de prisão preventiva apresentados pelas autoridades policiais.
Reviravolta jurídica
Em agosto de 2026, a defesa técnica obteve uma liminar que garantiu ao suspeito o direito de responder ao processo em liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, o Ministério Público Estadual recorreu da medida junto à segunda instância do Judiciário estadual.
No acórdão recente, os desembargadores destacaram a gravidade concreta da conduta praticada contra a companheira. O colegiado também pontuou a existência de registros anteriores de violência doméstica envolvendo outras ex-companheiras do investigado.
Próximos passos
Com a revogação do benefício, os policiais civis localizaram e capturaram o suspeito no município de Fátima do Sul. O homem foi encaminhado para uma unidade prisional da região, onde permanece à disposição da Justiça estadual.
O inquérito policial foi concluído e o denunciado enfrentará julgamento perante o Tribunal do Júri. O colegiado popular será o responsável por definir a responsabilidade criminal do réu pelos atos investigados.
Por Rafael Dumas, direto da redação


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