A investigação revela novos desdobramentos sobre a prisão de um homem na noite do dia 5 de novembro, após policiais da Força Tática da Polícia Militar localizarem uma pistola escondida na caixa de descarga do banheiro de uma conveniência localizada na rua Monte Alegre, em Dourados.

A equipe policial foi deslocada para o estabelecimento comercial depois de receber uma denúncia anônima informando que um cliente consumia bebidas alcoólicas enquanto portava uma arma de fogo na cintura. Segundo os relatos repassados aos militares, o suspeito estava acompanhado por uma mulher e ajustava constantemente um objeto metálico prateado por dentro das vestes.

Assim que percebeu a aproximação da viatura policial, o indivíduo levantou-se da mesa e dirigiu-se rapidamente ao sanitário do local, onde foi interceptado pela equipe de segurança pública. Durante as diligências e vistorias no espaço, os policiais encontradas a arma de fogo oculta no interior do reservatório de água do vaso sanitário.

Investigação e apreensão

Durante o interrogatório preliminar no estabelecimento, o suspeito alegou que exercia a profissão de segurança e que transportava o armamento com a finalidade de garantir a própria proteção pessoal. Contudo, o homem não apresentou nenhuma documentação legal que comprovasse o registro regular da arma ou a autorização oficial para o porte obrigatório.

Os agentes da Polícia Militar solicitaram os arquivos de vídeo do sistema de monitoramento interno da conveniência para esclarecer a dinâmica dos fatos. Conforme o registro policial elaborado após a análise das imagens, o circuito interno registrou o momento exato em que o indivíduo se levantou da mesa e entrou no banheiro ao notar a chegada da viatura.

O material apreendido, composto pela pistola e por pertences pessoais do suspeito, foi recolhido e encaminhado para a unidade policial competente.

Tramitação legal

O caso foi formalmente registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Dourados, onde o homem prestou depoimento formal às autoridades de polícia judiciária. Após a lavratura dos procedimentos cabíveis, o delegado responsável arbitrou fiança no valor de R$ 2 mil.

O pagamento do valor estipulado foi realizado, o que garantiu a liberação do investigado para responder ao procedimento criminal em liberdade, conforme prevê a legislação vigente para a modalidade de flagrante com direito a fiança. A investigação prossegue na delegacia local para apurar a origem da arma de fogo e eventuais outras responsabilidades legais relacionadas ao caso.

Por Rafael Dumas, direto da redação