O episódio acende um alerta sobre a incidência e a gravidade de acidentes com animais peçonhentos no estado de Mato Grosso do Sul. Registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação apontam que vinte dos trinta e três casos graves catalogados em território sul-mato-grossense entre 2024 e 2025 atingiram crianças menores de dez anos.
No mesmo intervalo temporal, o estado contabilizou um total de 8. 528 ocorrências envolvendo picadas de escorpião. Campo Grande lidera o ranking de notificações com 2. 888 registros, seguida por Três Lagoas com 809 e Dourados com 412 casos.
Os animais costumam habitar espaços escuros e úmidos, a exemplo de ralos, caixas de inspeção de esgoto, pilhas de materiais de construção e entulhos. Para minimizar os riscos de invasão domiciliar e picadas, autoridades de saúde recomendam a manutenção de quintais limpos e livres de detritos.
O uso de telas de proteção em ralos, a vedação de frestas em paredes e a inspeção rigorosa de roupas, calçados e toalhas antes do uso diário também compõem as medidas preventivas básicas indicadas para residências.
A Secretaria de Estado de Saúde reforça que, diante de um ataque, a vítima deve procurar atendimento médico de forma imediata em locais com funcionamento ininterrupto, como UPAs e Centros Regionais de Saúde. É contraindicado realizar cortes ou perfurações na região da picada, aplicar torniquetes ou passar qualquer tipo de substância caseira sobre a ferida.
O animal peçonhento, sempre que possível com segurança, deve ser capturado ou fotografado para auxiliar a equipe médica na identificação da espécie e na definição do tratamento adequado. O soro antiescorpiônico é distribuído exclusivamente pela rede pública de saúde.
No estado, as espécies de maior ocorrência são o Tityus confluens, conhecido como escorpião-amarelo e ligado a quadros de gravidade moderada, e o Tityus bahiensis, o escorpião-marrom, vetor associado a reações severas, sobretudo no público infantil.
Da Redação



