O presidente Donald Trump promulgou nesta sexta-feira uma ampla legislação de sanções direcionada a autoridades russas e pilares fundamentais da economia do país. A medida busca penalizar e pressionar Moscou devido à ofensiva militar contínua contra o território ucraniano, iniciada há mais de quatro anos.

A sanção representa o último marco legislativo associado ao falecido senador Lindsey Graham, republicano pela Carolina Carolina do Sul. Aliado próximo do presidente, Graham havia retornado de uma viagem à Ucrânia quando faleceu repentinamente em julho. O projeto tramitou por mais de um ano no Congresso americano.

Tramitação e margens de apoio

O texto avançou no Congresso com expressiva votação bipartidária. O Senado aprovou a medida por 86 votos a 11, enquanto a Câmara dos Deputados registrou 262 votos favoráveis e 159 contrários.

O objetivo central da iniciativa é cortar os recursos financeiros que o presidente russo, Vladimir Putin, utiliza para sustentar a campanha militar na Ucrânia. A autoria do projeto também inclui o senador democrata Richard Blumenthal, por Connecticut.

As restrições atingem diretamente autoridades do governo russo, instituições financeiras e uma frota clandestina de petroleiros responsável pelo escoamento de energia da Rússia. A nova lei obriga o Executivo a aplicar tarifas de até 100% sobre os cinco maiores importadores de petróleo ou gás natural russos.

Exceções e negociações políticas

A norma contempla exceções específicas para países que compram menos de 15% das exportações de gás natural da Rússia e que comprovarem medidas efetivas para reduzir essa dependência. A Casa Branca exigiu flexibilidade na aplicação das penalidades antes de garantir o apoio de Trump.

O texto final incorporou uma demanda do próprio presidente para estender por cinco anos as sanções já existentes contra o Irã. Esse acréscimo garantiu o aval necessário do Executivo para a promulgação da lei.

A senadora Darline Graham, irmã e sucessora do falecido parlamentar no Senado, destacou o significado da data. Ela afirmou que o irmão estaria orgulhoso com a concretização de um trabalho ao qual se dedicou intensamente.

Críticas e divergências políticas

Apesar da ampla maioria no Capitólio, a legislação enfrentou oposição de parlamentares democratas. O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, questionou a concessão de amplos poderes tarifários ao Executivo.

Críticos argumentam que a prerrogativa pode ser utilizada para impor novas tarifas comerciais contra a União Europeia e outros parceiros globais. Para a ala opositora, a medida gera riscos de impactos econômicos adversos para os próprios consumidores americanos.

Por outro lado, defensores do pacote enfatizam que o governo russo apenas recua diante de demonstrações firmes de força geopolítica. A aplicação prática das tarifas e o monitoramento das sanções começam a valer imediatamente nos mercados internacionais de energia.

Da Redação